A Morte
A
morte nada mais é do que uma passagem.
A passagem de um mundo que conhecemos
bem, para outro totalmente desconhecido.
E, por isso, amedronta e traz dor...
Essa era a sensação de
dois fetos gêmeos dentro do útero da mãe,
que percebiam que chegava a hora de nascer.
Um perguntou ao outro:
- E aí, você acredita na
vida após o parto?
E o irmão respondeu:
- Não, ninguém voltou
para contar.
Nascer, para eles, seria passar de
um mundo conhecido para o desconhecido... Aquele mundo imenso
fora dos limites do útero materno.
Quantas vezes nós também
olhamos para a nossa vida com a mesma limitação?
Pois igual aos fetos, cremos que o mundo se reduz ao que
conhecemos, ao que nos parece familiar, ao que podemos perceber
com os nossos sentidos.
Os dois gêmeos, estavam familiarizados
com o quentinho da bolsa, as batidas do coração
da mãe e o alimento que chegavam fácil por
um tubo...
Assustados, conversavam sobre aquele
momento traumático.
Como seria o mundo lá fora?
Escuro? Frio? Ameaçador?
Estavam prestes a ser expelidos daquela
penumbra repousante para um mundo de luz, cores, cheiros
e ruídos...
Eles sentiam medo de sair dali...
As contrações começaram,
o mundo em torno se fechava e eles estavam sendo forçados
de lá para fora.
Ao nascer, o impacto dos pulmões
se enchendo de ar pela primeira vez causou um impacto tão
violento que até a memória da vida intra-uterina
se extinguiu...
E o que eles tinham á frente
era nada mais do que a vida...
A vida num mundo, até então
desconhecido onde eles iriam crescer, se formar, ter descendentes,
envelhecer e novamente se preparar para uma nova passagem...
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Oração
pelos falecidos
Senhor
que perdoais os pecados e quereis a salvação
de todos os homens: por intercessão da Virgem Maria
e de todos os santos, dai a todos os que já partiram
deste mundo, particularmente nossos pais, irmãos,
parentes e benfeitores, a alegria da bem-aventurada eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho na unidade do
Espírito Santo. Amém.
- Que as almas de todos os fiéis
defuntos pela misericórdia de Deus descansem em paz.
Amém.
(Breve pausa de silêncio para
lembrar do nome de alguns falecidos)
Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória
ao Pai.
- Dai-lhes, Senhor, o descanso eterno.
E brilhe para eles a vossa Luz.
Descansem em paz. Amém.
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Reflexão na Oração Pai Nosso
A expressão "Pai nosso que estás nos céus" parece, à primeira vista, chamar a atenção para a distância entre Deus, a quem oramos com fé, e Suas criaturas aqui na terra. Preferimos crer que Ele está sempre perto, sempre íntimo, seguindo-nos dia e noite, na tristeza, ou na alegria, no fracasso ou no sucesso.
Mas a palavra "céus", usada aqui, refere-se ao que é grande, majestoso e santo no caráter de Deus, que é Altíssimo, e perfeito em sabedoria, poder, verdade, amor e pureza.
Quanto Jesus chamava a Deus de Pai, estava dando ênfase à proximidade de Deus, que é santo. Conforta-nos saber que Deus está acima de nós em sabedoria, em força e supremacia, em poder e santidade, mas não longe de cada um de nós.
Na realidade, já disse alguém: Deus está mais dentro de nós que a própria respiração; está mais perto de nós do que os nossos próprios pés e mãos.
Reverência para com Deus, que está acima de nós, e confiança em Deus, que se aproxima de nós, são as chaves que abrem as portas da oração, o segredo que nos une a Ele, as condições para uma perfeita comunhão e identificação com o seu Espírito.
Com humildade, arrependimento e contrição, aproximemo-nos de Deus. Com verdadeiro espírito de adoração, devemos louvá-Lo, sentindo a grandeza e magnificência do Seu poder, amor, soberania e graça incomparável. Dediquemos-Lhe as nossas vidas, talentos, dons, posses e afeição; sem reservas, sem medo, sem hesitação, atiremo-nos a Ele. A Sua misericórdia nos salva, o Seu amor nos perdoa, a Sua providência nos guia, o Seu poder nos liberta, a Sua fortaleza nos ampara.
Tudo isso alcançamos e encontramos, com esperança e certeza, no Pai nosso, através de Cristo, que nos dá a vitória e a vida eterna.
POSSO ORAR O PAI NOSSO?
Não posso dizer "Nosso", se vivo num compartimento espiritual de onde nada sai e onde nada penetra; se penso que no céu está reservado um lugar especial para a minha denominação.
Não posso dizer "Pai", se não demonstro diariamente minha relação de filho.
Não posso dizer "Que estás nos céus", se estou tão ocupado com a terra que não ajunto tesouro lá.
Não posso dizer "Santificado seja o teu nome", se eu, que sou chamado pelo Seu nome, não sou santo.
Não posso dizer "Seja feita a tua vontade", se estou discutindo, ressentido e desobediente, a Sua vontade para comigo.
Não posso dizer "Na terra como no céu", se não estou preparado para dedicar a minha vida aqui ao Seu serviço.
Não posso dizer "Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia" se estou vivendo da experiência do passado ou se não faço muita questão de ter o que pedi.
Não posso dizer "Perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós também perdoamos aos nossos devedores", se guardo rancor contra alguém.
Não posso dizer "Não nos deixe cair em tentação", se eu deliberadamente me ponho a mim mesmo ou fico onde provavelmente poderei ser tentado.
Não posso dizer "Livra-nos do mal", se não estou preparado para lutar no reino espiritual com a arma da oração.
Não posso dizer "Teu é o reino", se não concedo ao Rei a obediência disciplinada de súdito fiel.
Não posso dizer "Teu é o poder", se temo o que os homens me possam fazer, ou o que os vizinhos possam pensar de mim.
Não posso dizer "Tua é a Glória", se estou procurando a minha própria glória.
Não posso dizer "Para sempre", se o meu horizonte está limitado pelas coisas do tempo.
Não posso dizer "Amém", se eu também não acrescento "custe o que custar", porque o dizer esta oração honestamente equivale a consagrar tudo a Deus.
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